México 1954

Novamente os mexicanos não tiveram dificuldades em passar pelas eliminatórias da América Centras e do Norte, chegando a sua 3ª Copa seguida e 4ª no geral.

Nesta Copa os países foram divididos em quatro potes: o dos britânicos, o dos americanos, o dos europeus democrático e dos socialistas. Foi então sorteado um país de cada pote para compor os quatro grupos do Mundial.

Os mexicanos caíram no grupo 3, com a anfitriã Suécia, a Hungria e o País de Gales. A partida de estreia foi também a inaugural da Copa e contra os donos da casa. O Rei Gustaf VI da Suécia abriu o Mundial e viu sua Seleção vencer os mexicanos por 3 a 0.

Depois de mais um início desanimador em Copa, parecia que o roteiro seria o mesmo para a Seleção Mexicana. Na segunda partida o adversário seria o País de Gales, estreante em Copas, mas que ainda assim era visto como favorito para a disputa. Os galeses chegaram a abrir o placar e por pouco não ampliaram ainda no 1º tempo. No entanto, os mexicanos foram buscar o empate aos 44 do 2º tempo, conquistando seu primeiro ponto depois de dez partidas em Mundiais.

A Seleção Mexicana surpreendentemente chegou à última rodada ainda com chances de classificação, mas para isso precisava vencer a poderosa Hungria. Os húngaros não eram nem sombra do time vice-campeão em 54, mas ainda assim, sobraram na partida e golearam por 4 a 0. Dessa forma, mesmo marcando seu primeiro ponto em copas, os mexicanos ficaram na 16ª e última colocação em 1958.

Nesta Copa a Seleção Mexicana abandonou a camisa grená com calção negro (que ainda seria usada como uniforme reserva no futuro) e estreou o kit que hoje já tão tradicional: camisa verde com cação branco, contudo nesta época as meias eram verdes. Os mexicanos usaram esse uniforme em todas as partidas deste Mundial.

PRIMEIRO UNIFORME

Os goleiros Carbajal chegava ao seu terceiro Mundial e seu uniforme era composto por uma camina amarela com o número 1 em branco, calção preto e meias pretas. No entanto, esse uniforme foi usado apenas nos dois últimos jogos, contra País de Gales e Hungria.

UNIFORME DE GOLEIRO

Na partida de estreia contra os suecos, que também jogavam de amarelas, o goleiro teve que arranjar uma camisa para não confundir com os adversários. Ela era peculiar, com a numeração improvisada e ainda tinha uns detalhes curiosos em branco e preto.

UNIFORME DE GOLEIRO ALTERNATIVO

Anúncios

Evolução do Uniforme da França

Primeiro Uniforme       

A primeira partida oficial da Seleção Francesa de futebol ocorreu
em 1 de maio de 1904, mas 4 anos antes durante a 2ª Olimpíada da era moderna em Paris um selecionado francês defendeu o país em um torneio de demonstração. Nessa ocasião foi usada a primeira camisa francesa de futebol, toda branca e com o emblema da União das Empresas Francesas de Esportes Atléticos (USFSA) no centro da camisa, o uniforme ainda era composto por calção azul e meias vermelhas. A USFSA era a organizadora de vários esportes francês no início do século XIX, incluindo o futebol. Seu emblema eram dois elos um azul e outro vermelho sobre um fundo branco (cores da bandeira francesa). Este também serviria de inspiração para o emblema dos jogos olímpicos.

Em 1904 um uniforme basicamente igual foi usado na primeira partida oficial, um empate em 3 a 3 contra a Bélgica, a única alteração se deu no emblema que ficou menor e na altura do peito.

O uniforme principal permaneceu inalterado até 1909 quando o futebol francês passou a ser organizado pelo Comité Interfederal Francês. A nova camisa era listrada em azul e branco, tinha o colarinho vermelho e trazia no peito o galo gaulês, símbolo da CFI, o calção era branco e as meias permaneciam vermelhas.

Em 1919, a Seleção Francesa disputou apenas uma partida usando uma estranha camisa listrada em azul vermelho e branco. Neste mesmo ano é fundada a Federação Francesa de Futebol (FFF) e a camisa azul com calção branco e meias vermelhas finalmente se torna o uniforme principal padrão.

Quase 100 se passaram antes que essa combinação sofresse alguma alteração significativa. Até hoje a camisa principal dos “blues” nunca deixou de ser azul, mas a combinação com o calção e as meias tiveram outras duas versões. Na Euro 2012 os franceses usaram um uniforme inteiramente azul e na Euro 2016 o calção foi azul, mas as meias continuaram vermelhas.

 

Segundo Uniforme

A primeira vez que a Franca usou um uniforme reserva foi em 1 de novembro de 1906, contra a Inglaterra que também jogava de branco. A camisa era vermelha, mas o restou era igual ao principal da época: calção azul e meias vermelhas.

Dois anos mais tarde, novamente contra a Inglaterra, os franceses usam um novo uniforme reserva e está foi 1ª vez na história o uniforme pelo qual seriam eternamente reconhecidos: camisa azul, calção branco e meias vermelhas.

Com a fundação da FFF em 2019 o uniforme reserva também ganha cores padrão: camisa vermelha, calção branco e meias azuis. Ele permanece assim até a década de 60 com uma única exceção, no jogo de 23 de maio de 1948 contra a Escócia. Nesse dia os franceses entraram em campo com camisas brancas.

Contudo com o surgimento das transmissões televisivas na década de 60 foi necessário criar um novo uniforme reserva que tivesse mais contraste nas TVs em preto e branco. Dessa forma a camisa branca retorna agora como uniforme reserva. Os calções variaram entre azul e branco e as meias entre azul, vermelho e branco, mas no final desta década ele se estabelece como camisa branca, calção branco e meias vermelhas. Em 1984 as meias passaram a ser brancas e de 94 a 97 o calção também foi branco.

A próxima grande mudança só aconteceu na euro 2008, quando os franceses resgataram a camisa vermelha no uniforme reserva, com calção e meias azuis. Em 2010 o segundo uniforme volta a ser o tradicional e em 2011 uma nova ousadia da Nike; uma camisa listrada em azul e branco, assim como a de 1909, mas agora com as listras na horizontal. Esse uniforme não foi muito bem aceito pelos torcedores e no ano seguinte e ele voltou a ser todo branco. Em 2013 a Nike inovou outra vez e produziu um belo uniforme reserva em azul celestes para Les Blues, depois disso o uniforme tradicional voltou a ser o padrão.

                                        

Terceiro Uniforme e Uniformes especiais

Na década de 70 a Franca usou em algumas oportunidades um terceiro uniforme com a camisa vermelha o calção branco e as meias também vermelhas. Já em 2017 a Nike lançou um polemico terceiro uniforme para a Seleção Francesa. Todo preto e com os detalhes em azul turquesa o resultado ficou muito bonito, mas esse kit nunca foi usado em uma partida oficial.

Um dos casos mais curiosos envolvendo uniformes de futebol ocorreu na Copa de 1978, na partida entre França e Hungria. As duas equipes usavam camisas de cores diferentes, azul e vermelho respectivamente, mas como não haveria muito contraste em uma transmissão televisiva em preto e branco seria melhor que uma das equipes jogasse de branco. O que ocorreu, no entanto, é que ambas as equipes optaram pela camisa branca, e na ausência de outros uniformes na hora da partida a equipe francesa teve de pegar emprestado um jogo de camisas de uma equipe local. A camisa do Club Atlético Kimberley ela listrada em verde e branco com os números em preto. A combinação desta camisa com o calção azul e as meias vermelhas da Seleção Francesa resultou em uns dos kit mais bizarros das Copas.

Para ver a evolução do uniforme da Seleção dos Estados Unidos usado em Copa click na imagem abaixo.

Alemanha 1954

O país estava destroçado e a população ainda sofria as consequências da recém acabada II Guerra Mundial, mas isso não impediu a Alemanha de formar uma equipe competitiva para disputar o Mundial de 54. Se não era colocada entre as favoritas ao título, não havia dúvidas de que poderia fazer um bom papel e ter um resultado digno nesta Copa. No entanto o mundo não estava preparado para o que aconteceria na Suíça.

Tudo começou nas eliminatórias, os Alemães caíram no grupo 1 junto com Noruega e Sarre (região da Alemanha que esteve sobre protetorado Frances após a II Guerra). Os germânicos passaram por cima de seus adversários vencendo 3 das 4 partidas disputadas e empatando a outra, marcando 12 e sofrendo apenas 3.

Na Copa as coisas não seriam tão fáceis principalmente porque os Alemães não foram escolhidos como cabeça de chave de nenhum grupo. E mesmo ficando no mesmo grupo da Hungria, principal candidata ao título, eles tiveram sorte e os outros integrantes do grupo eram a fraca Seleção Turca e a inexperiente equipe da Coreia do Sul.

A estreia foi contra a Turquia (cabeça de chave do grupo) que sai na frente, os alemães buscaram a virada e venceram por 4 a 1. O próximo adversário seria o outro cabeça de chave do grupo, a Hungria. Os alemães entraram com o time reserva, considerando uma provável derrota e considerando uma eventual partida desempate novamente contra a Turquia. O resultado foi um massacre de 8 a 3. Com os jogadores descansados os alemães aplicaram um a nova goleada sobre os turcos se classificando para a próxima fase.

Mesmo com a fácil classificação o técnico alemão Sepp Herberger foi duramente criticado pelo pragmatismo e falta de poder ofensivo do time. Por isso o teste de fogo seria nas oitavas contra a Iugoslávia que era vista como favorita. A Alemanha abriu o placar em um gol contra do zagueiro Horvat, depois disso os iugoslavos partiram para o ataque e perderam várias chances de empatar, no final do jogo os germânicos ainda conseguiram ampliar em um contra-ataque.

Na Semifinal o adversário, decidido em sorteio, foi a Áustria e depois de um 1º tempo equilibrado os alemães atropelaram no 2º vencendo a partida por 6 a 1. Com essa goleada surpreendente eles estavam na final, para novamente enfrentarem a Hungria.

Havia sido uma linda campanha da Alemanha até ali, mas ninguém em sã consciência acreditaria que a Alemanha teria chances contra a Hungria, mesmo que esta estivesse exaurida pelas partidas contra Brasil e Uruguai e com seu principal jogador, Ferenc Puskás lesionado.

Como era de costume a Hungria começou o jogo com uma intensidade absurda e antes dos 10 min do 1º tempo já vencia por 2 a 0, contudo os alemães também mostraram muito intensidade neste início frenético e empataram antes dos 20 min. Depois disso o ritmo do jogo diminuiu e somente aos 39 min do 2º tempo os alemães marcaram o terceiro gol. Decretando a mais surpreendente e épica virada já registrada em uma final de Copa do Mundo, não atoa esta partida passou a ser chamada de “O Milagre de Berna” dada a incredulidade de todos os que a acompanhavam. A Alemanha ganhava seu primeiro Titulo Mundial e se firmava como uma das maiores Seleções do Mundo.

O uniforme usado em seu primeiro título mundial mantinha as cores usadas nas Copas anteriores: camisa branca, calção e meias pretas (em homenagem a bandeira da Prússia). Mas este uniforme possuía uma gola mais simples e detalhes pretos nas mangas.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na primeira partida contra a Turquia, nos dois jogos contra a Hungria e na disputa contra a Iugoslávia.

Nesta Copa os alemães estrearam seu uniforme reserva: camisa verde calção branco e meias também verdes. Há duas explicações para a escolha dessas cores, uma seria simplesmente porque essas são as cores de um campo de futebol e a outra essa escolha seria uma homenagem a Irlanda, primeira Seleção a aceitar realizar um amistoso contra os alemães depois da II Guerra.

 SEGUNDO UNIFORME

Esse uniforme foi usado na semifinal contra a Áustria.

Na segunda partida contra a Turquia eles entraram em campo com uma variação deste uniforme com o calção e as meias pretas.

UNIFORME ALTERNATIVO

Os goleiro Toni Turek e Heinz Kwiatkowski usaram o até então tradicional uniforme de goleiro alemão todo negro. A diferença é que a de Turek possuía um zíper na gola (destelhe pouco usual em camisas de futebol).

UNIFORME DE GOLEIRO

Já a de Kwiatkowski, que atuou apenas na primeira partida contra a Hungria, possuía uma gola mais simples e branca.

SEGUNDO UNIFORME DE GOLEIRO

Hungria 1954

A Hungria liderada por Puskas, um dos maiores jogadores de todos os tempos, era sem dúvidas a maior Seleção daquela época. O time estava invicto a 4 anos e chegou à Copa com amplo favoritismo.

Quando a bola rolou os húngaros fizeram valer seu favoritismo e passaram por cima de seus adversários. Primeiro contra Coreia do Sul, sonoros 9 a 0 contra uma Seleção praticamente amadora, mas que até hoje figura entre as maiores goleadas da história dos mundiais.

O jogo seguinte foi contra a Alemanha e o resultados foi um novo atropelamento, 8 a 3 sobre a Seleção Alemã que retornava a uma Copa depois da II Guerra Mundial. Com o resultado os Húngaros passaram para a segunda fase do Mundial com a melhor campanha.

Nas quartas o adversário foi o Brasil e em um jogo bastante agressivo e mesmo com a ausência de seu grande astro (Puskas) os magiares venceram por 4 a 2 se classificando para a semifinal.  O sorteio colocou outro sul-americano no caminho húngaro, desta vez o atual campeão Uruguai. Para muitos essa seria uma fina antecipada pois se tratavam das duas melhores Seleções do Mundial e na outra perna Áustria e Alemanha não pareciam fazer frente. Puskas novamente era desfalque, depois de se lesionar na primeira partida contra Alemanha, mas ainda assim os húngaros conquistaram um novo triunfo por 4 a 2 passando para a final.

Na grande decisão o adversário seria novamente a Alemanha, mas o jogo em si parecia apenas uma formalidade já que todos davam como certa a conquista Húngara. Contudo alguns fatores colaboraram para que o improvável acontecesse: Puskas fez questão de jogas mesmo lesionado; Berna foi castigada pela chuva no dia anterior encharcando o gramado; O caminho dos húngaros no Mundial foi muito mais cansativo, enfrentando Brasil e Uruguai este último com uma prorrogação.

Com tudo, mesmo abrindo 2 a 0 nos primeiros 20 min (fato que aconteceu em praticamente todas as partidas da Copa graças ao aquecimento prévio que era realizado exclusivamente pelos húngaros), os Alemães buscaram o empate ainda no primeiro tempo e conseguindo a virada no segundo. Dessa forma para o espanto de todos a Hungria perdia seu primeiro jogo em 4 anos e logo o que lhe custou o título de Campeã Mundial.

O uniforme principal usado pelos húngaros na Copa de 54 tinha as mesma características e cores do usado em 34 e 38. As únicas mudanças estavam na gola e na manga da camisa, além do logo que agora estampava as Armas do governo comunista Húngaro.

PRIMEIRO UNIFORME

O goleiro Gyula Grosics usou um uniforme negro, com as mesmas meias verdes do time de linha, em todas as partidas deste Mundial.

UNIFORME DE GOLEIRO

Áustria 1954

Em 1954 a Áustria tinha um grande ataque que buscava recuperar a gloria do Wunderteam (apelido da Seleção Austríaca na década de 30). Mas para isso precisava superar o grupo considerado mais forte deste Mundial, com o outro cabeça de chave Uruguai além das Seleções da Escócia e da Tchecoslováquia.

A estreia foi contra a Escócia e mesmo se tratando de duas grandes seleções da época o jogo não apresentou grandes oportunidades de gol. Ainda assim, a Áustria abriu o placar logo no primeiro tempo e no último minuto os escoceses marcaram o gol de empate, contudo o goleiro Schimied da Áustria, puxou a bola de dentro do gol antes que o Arbitro Laurent Franken visse que ela havia entrado. Dessa forma a partida terminou 1 a 0 para os austríacos.

A segunda partida foi contra a Tchecoslováquia e para melhorar o desempenho ofensivo o técnico austríaco realizou algumas mudanças no ataque. As alterações surtiram efeito e a Seleção Austríaca venceu goleando por 5 a 0. Graças ao regulamento, essa vitória classificou os austríacos para a próxima fase mesmo sem a necessidade de enfrentar a Seleção Uruguaia, pelo menos naquele momento.

Na segunda fase o adversário foi o anfitrião, e em uma partida épica com 12 gols e várias viradas a Áustria venceu a Suíça por 7 a 5 (recorde de gols marcados em uma única partida até hoje). Dessa forma os austríacos chegaram as semifinais para enfrentar a surpreendente Alemanha. Mesmo com amplo favoritismo a Áustria terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0. Na segunda etapa as coisas pioraram ainda mais e a equipe austríaca se perdeu completamente, sendo massacrada em campo, no fim o placar foi 6 a 1 para os germanos.

Finalmente Áustria e Uruguai iriam se enfrentar, mas agora pela decisão de 3º e 4º lugares. A expectativa era de que a partida fosse muito disputada e com alguma superioridade dos sul-americanos, mas na pratica o que se viu foi uma Seleção Uruguai abatida e desmotivada pela eliminação nas semifinais. Dessa forma os austríacos não tiveram dificuldades em vencer a partida por 3 a 1 e conquistar a terceira posição no Mundial, sua melhor colocação até hoje.

Vinte anos depois de sua primeira participação em Copas e o uniforme permanecia praticamente inalterado, camisas brancas com calções e meias pretas. As mudanças vieram apenas na gola e no formato do escudo.

PRIMEIRO UNIFORME

Esse uniforme foi usado em todas as partidas com exceção da última contra o Uruguai.

Na decisão de 3º e 4º os austríacos entraram em campo com seu segundo uniforme, camisa vermelha, calção branco e meias também vermelhas.

SEGUNDO UNIFORME

Os Goleiro Kurt Schmied e Walter Zeman (que disputou a partida contra a Alemanha) usaram uniformes todos negros nesse Mundial.

UNIFORME DE GOLEIRO

No entanto, na partida contra o Uruguia, Schmied usou meias vermelhas seguindo o padrão do uniforme de linha.

SEGUNDO UNIFORME DE GOLEIRO

Evolução do Uniforme dos Estados Unidos

Primeiro Uniforme

Já a algum tempo a Seleção do Estados Unidos tem o branco como a base do seu uniforme principal, contudo, isso nem sempre foi claro. O branco já estava presente desde suas primeiras partidas oficiais em 1916 e permaneceu constante até o início da década de 60. Desses primeiros uniformes o mais famoso foi o usado na Copa de 50 quando os norte-americanos chocaram o mundo ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 logo na estreia do Mundial.

No final da década de 60 o vermelho se estabeleceu como a cor da camisa principal, mas o padrão não permaneceu rígido. Camisas Azuis e brancas também foram produzidas tanto como camisas reservas quanto terceiras camisas.

Em 1983 a Seleção dos Estados Unidos disputou a liga NASL (principal campeonato do país) com o nome de “Team America”. O objetivo era fortalecer a equipe nacional e popularizar a liga. Mas os dois falharam, sem regularidade de treino e com uma equipe em constante mudança o “time” ficou na parte de baixo da tabela e a liga teve fim no ano seguinte.

O uniforme para esse torneio foi produzido pela Adidas e trazia uma grande novidade. Pela primeira vez era feita referência à Bandeira dos Estados Unidos (com as famosas listras e estrelas). A camisa era listrada na horizontal em vermelho e branco enquanto o calção era azul com estrelas brancas nas laterais. Esse uniforme ficou muito famoso e seria revisitado várias vezes no futuro.

Na sequência o branco volta a compor a camisa principal e o vermelho foi saindo de cena. Tanto que durante os próximos 10 anos os uniformes foram quase que exclusivamente azuis e bancos.

Então veio a Copa do Mundo de 1994 com sede nos Estados Unidos e coube a Adidas produziu uma dupla de uniformes que seria lembrada para sempre. Os dois uniformes ficaram tão bons e capturaram tão bem o espírito Americano que até hoje algumas se questionam qual era o principal e qual era o reserva. O uniforme principal era uma nova referência à bandeira só que desta vez as listras eram verticais e possuíam ondulações. O uniforme reserva era uma grande inovação, a camisa era azul em um tom mais claro com estrelas brancas e o calção era de um vermelho denso e profundo, este belo uniforme ficou ainda mais famoso do que o principal.

Dessa forma glamurosa Adidas e Estados Unidos encerram sua parceria e a partir de 1995 o uniforme Americano passa a ser produzido pela Nike. Nos primeiros anos não surgem grandes novidades e o uniforme principal passou a ser inteiramente branco. Alguns anos depois, em 2002, o kit volta a ter o calção azul e fica assim até 2010.

Para a Copa de 2010 a Nike produziu um uniforme especial inspirado no uniforme usado na Copa de 1950. O uniforme era todo branco, mas na camisa havia uma listra diagonal bem sutil como uma marca d´agua, essa listra diagonal apareceu também nos uniformes reserva e permaneceria por alguns anos.

Em 2012 a Nike produziu uma nova versão de uniforme baseado na bandeira, com calção azul e camisa listrada na horizontal em vermelho e branco, mas ainda assim a camisa trazia a listra diagonal em marca d´água.

No ano seguinte o uniforme volta a ser inteiramente branco e em 2016 ele ganha mangas azuis.

Em 2017 a Nike produziu um uniforme exclusivamente para a Copa Ouro com a camisa listrada na horizontal em azul e vermelho e com calção e meias azuis.

Finalmente em 2018 a Nike produziu um uniforme todo branco, mas ainda assim, com alusão a Bandeira Americana. A camisa branca traz listras horizontais vermelhas, mas que não chegam até o final da camisa e com uma parte azul nas pontas.

Segundo Uniforme

O uniforme reserva dos Estados Unidos também ficou variando entre as três cores da bandeira fugindo deste padrão apenas algumas vezes. Nas primeiras décadas o branco e o azul foram mais usados assim como no uniforme principal.

No final da década de 60 até o meio da década de 80 o uniforme principal passou a ser vermelho e o reserva era branco com detalhes em vermelho. Depois disso o titular voltou a ser branco e o reserva se fixou como azul por vários anos. Em 85 também foi produzido um terceiro uniforme vermelho e em 96 um azul-claro.

No final do milênio o uniforme reserva dos Estados Unidos passou a ser vermelho, mas pouco tempo depois, em 2002, voltou ao azul. Na temporada de 2006 a Nike novamente produziu a “trindade”: Titular branco, reserva azul e terceiro vermelho.

Em 2008 veio a primeira grande inovação, a Nike produziu um uniforme reserva na cor grafite. Algo muito inovador e polemico, pois, era a primeira camisa com uma cor que não estava presente na bandeira Americana.

Na temporada seguinte a “trindade” retornou, mas para a Copa de 2014 a Nike veio com uma nova proposta. O uniforme reserva mantinha as cores da bandeira, mas com uma nova distribuição, ele era basicamente vermelho, mas com a parte dos ombros azul royal e uma listra branca separando as outras duas cores.

Em 2015 o uniforme reserva volta a ser azul, mas agora com um padrão em degrade com vários tons de azul sobrepostos. No ano seguinte a Nike inova mais uma vez e produz um uniforme praticamente inteiro preto apenas com uma manga azul e a outra vermelha e em 2017 o mesmo modelo é mantido, mas agora em tons de vermelho.

O rodízio nas cores continua e em 2018 o uniforme reserva volta a ser azul, agora com listras horizontais em tons mais claros.

Para ver a evolução do uniforme da Seleção dos Estados Unidos usado em Copa click na imagem abaixo.

Uruguai 1954

O Uruguai Chegou à Suíça pronto para defender seu título Mundial com todos os seus grandes jogadores de 50, com exceção do seu maior craque, Ghiggia, que não foi liberado pela Roma para disputar a competição.

Uruguaios e austríacos foram os cabeça de chave do grupo C que ainda contava com Tchecoslováquia e Escócia. Na estreia o adversário foi a seleção Tcheca e os uruguaios conseguiram vencer por 2 a 0 dominando a partida com seu estudo intenso e aguerrido.

Na segunda partida bastava um empate contra a desestruturada Seleção Escocesa para avançar no Mundial. Ainda assim, a celeste passou por cima dos britânicos aplicando uma sonora goleada d 7 a 0.

Segundo o regulamento da Copa de 54 duas equipes por grupo se classificavam para a segunda fase, mas não havia distinção entra entre um primeiro e um segundo colocados, sendo assim as partidas das quartas-de-final foram definidas por sorteio. E coube ao Uruguai enfrentar a Inglaterra. O jogo foi muito disputado, mas os uruguaios conseguiram se manter a frente do marcador durante a maior parte da partida e no final ainda ampliaram a vantagem vencendo por 4 a 2.

A semifinal entre Uruguai e Hungria era vista por muitos como uma final dado o ótimo desempenho das duas equipes na competição. No jogo os húngaros conseguiram abrir 2 a 0 e a vitória parecia encaminhada ate que nos últimos 15 minutos, ao melhor estilo uruguaio, a Celeste conseguiu empatar. Ainda assim, na prorrogação os “mágicos magiares” (como eram conhecidos os jogadores húngaros) abriram novamente dois gols de vantagem vencendo a partida por 4 a 2.

Esta foi a primeira Copa do Mundo disputada e não vencida pelos uruguaios e a derrota para a Hungria foi a primeira em Mundiais.

O Uruguai ainda disputou a terceira colocação contra a Áustria, mas foi derrotado novamente amargando a 4º colocação neste Mundial.

O uniforme dos uruguaios foi o mesmo das Copas anteriores, camisa celeste com calções e meias negras. A novidade foi a numeração nas camisas que eram compostas apenas por contornos o que dificultava muito a sua identificação.

PRIMEIRO UNIFORME

 

O uruguaio Roque Gastón Máspoli fingiu um pouco a tradição das Copas anteriores onde todos os goleiros (incluindo ele mesmo em 50) atuaram com um uniforme todo negro e em 1954 jogou com uma camisa azul escura.

UNIFORME DE GOLEIRO